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M-leaning: a educação com mobilidade
Dispositivos possibilitam levar educação a usuários de diversas localidades
Maior demanda por informação, constante evolução tecnológica, aumento da acessibilidade de computadores móveis e investimento crescente em ambientes de rede sem fio. Essas são só algumas razões pelas quais os dispositivos móveis estão chegando para complementar ou, por que não dizer, criar uma nova maneira de aprender. Assim nasce o m-learning, uma modalidade de aprendizado através de dispositivos computacionais móveis.

A definição de dispositivo móvel é qualquer equipamento ou periférico que possa ser transportado com conteúdo e esteja acessível em qualquer lugar. Assim, entram na classificação celulares, PDAs (computador de dimensões reduzidas com acesso à Internet), pendrives (pequenos dispositivos de armazenamento de arquivos) e smartphones (celulares com funcionalidades estendidas por meio de programas executados em seu sistema operacional).

O Senac São Paulo vem realizando estudos sobre as vantagens e desvantagens da inserção desses recursos nos cursos de Educação a Distância. Um dos protótipos consiste em uma pesquisa online de opinião, que pode ser acessada via dispositivo móvel, como mostra a imagem abaixo:

mobile

Com a mobilidade oferecida por estes dispositivos, é possível distribuir o conteúdo educacional com diversos tamanhos e configurações. O primeiro ponto a ser pensado é a forma como será disposto. Na educação a distância tradicional são utilizadas telas horizontais de 15”, 17” e até 19”, que permitem trabalhar com vários formatos de letras, desenhos, detalhes, vídeos e links.

No caso dos dispositivos móveis, é preciso reformular toda a usabilidade, pois, se hoje pensamos horizontalmente, o mundo da mobilidade trabalha na forma vertical. As telas são menores e ainda não padronizadas, com resoluções entre 240x320 ou 320x240 pixels. “Como os olhos humanos ainda não estão acostumados a receber conteúdos em telas pequenas, será necessário uma adaptação para registrar em nossa mente o novo formato para aprendizagem”, explica Adriano Sóstenis, coordenador de infra-estrutura do Núcleo de Educação a Distância do Senac São Paulo. “As fontes utilizadas, por exemplo, não poderão passar dos 18 pontos”, completa.

Aplicações
Os pendrives, apesar de simples, têm um grande potencial por oferecerem mais do que apenas a função de armazenar dados. Como estes dispositivos têm capacidade cada vez maior, já é possível trabalhar tranqüilamente com vídeos, áudios e textos, entre outros recursos. Além disso, como não há necessidade de conexão com a Internet, o aluno pode executar suas tarefas diretamente no pendrive. “Basta armazenar e, no momento em que o aluno estiver conectado à Internet, poderá enviar os dados diretamente para o ambiente de aprendizagem”, indica Sóstenis.

Com os pendrives, a educação a distância pode ser levada a locais onde o acesso à Internet é feito por linha discada – que por conta de ser uma conexão lenta e cara, é empecilho para a realização de cursos totalmente on-line. Outra possibilidade é a realização de cursos corporativos em empresas que bloqueiam o amplo acesso dos funcionários à rede mundial de computadores.

Já os smartphones e PDAs podem ser utilizados em cursos corporativos. “Nestes equipamentos, o número de alunos é pequeno e muito exigente, afinal qualquer tempo é dinheiro” lembra. Mas, por enquanto, dispositivos como smartphones e PDAs estão presentes mais na vida dos executivos, pois ainda têm custo elevado. “Acredito que, como aconteceu com aparelhos de MP3, até o ano que vem será natural encontrar cada vez mais pessoas com este tipo de aparelho”, prevê Sóstenis. “Por isso mesmo, devemos estar preparados para oferecer conteúdos educacionais para levar o aprendizado a um número cada vez maior de pessoas”, conclui o coordenador.

   
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